Rafa Nascimento

Você tem um propósito ou tem medo?

Posted in comportamento by Rafa Nascimento on 05/12/2012

Você tem um propósito? Ou tem medo?
Vou exemplificar:

  • Geralmente, startups têm um propósito.
  • Geralmente, empresas já consolidadas no mercado têm medo.

“Ok, então o que você me diz de Google, Facebook, Amazon e Thoughtworks, esperto?” – você perguntaria.

Eu digo que estas são algumas das pouquíssimas empresas já consolidadas que compreenderam a importância de se manter à beira do abismo no mercado de tecnologia, e conseguiram aprender a sua maneira de dominar o risco constante. Quando falamos em tecnologia, inovar é essencial. Quando falamos em inovação, risco é uma palavra que nunca ficará de fora. E, pasmem! Quando falamos em inovar, não falamos somente de tecnologia! 😛

Certa vez, escutei uma mãe falar pro seu filho: “Temos que trabalhar! Trabalhar para ganhar dinheiro!”. Que desperdício! Temos todo o conhecimento do mundo disponível para nós, cada vez mais fácil e barato, e o que fazemos? Usamo-o em nosso próprio benefício, sem sequer devolver ao mundo e apenas ajudando as empresas para as quais trabalhamos (e seus donos) a enriquecerem. Em troca de uma parcela dessa riqueza para que possamos “nos sustentar”. Só isso.

Que diferença você quer fazer no mundo? Essa é a pergunta que deve pautar todos os nossos esforços em busca de conhecimento e na aplicação dos mesmos. Fazer a diferença, e não fazer o mesmo. Entregar nossas possibilidades de conhecer nas mãos das empresas é o pior caminho que podemos escolher. Mas o mais fácil, sem dúvidas. O problema é que fazendo isso apenas garantimos que não vamos passar miséria, e gastamos anos e anos de nossas vidas em prol desse propósito pífio. Fazer a diferença não é fazer algo grandioso e ser o próximo Zuckerberg. É apenas ter um propósito, ter uma visão.

Muitas empresas têm visões e missões. Poucas lembram, hoje, o que está escrito por lá. As que lembram e as mantém vivas, vou citar e vocês podem julgar seu grau de sucesso por si só:

  • Google: “Organizar a informação do mundo e fazê-la universalmente acessível e útil.”
  • Facebook: “Dar às pessoas o poder de compartilhar e fazer um mundo mais conectado e aberto.”
  • Amazon: “Ser a empresa mais orientada ao cliente da Terra; criar um lugar onde as pessoas podem encontrar e descobrir qualquer coisa que elas queiram comprar online.”
  • Thoughtworks: “Melhorar a humanidade através do software e ser um modelo para a nova empresa socialmente responsável do século 21.”

Estas empresas aprenderam a respeitar o seu propósito, e conseguiram desenvolver maneiras de balancear seus propósitos com a cobrança ferrenha do mercado capitalista. Posso apostar que não é nada fácil.

A boa notícia é que não são só empresas que podem ter missões! Pessoas também podem! 🙂
A minha está aqui:

“Desenvolver times disciplinados, auto-organizados, auto-gerenciados e bem-sucedidos.”

Muito trabalho aqui, né? Sim! A ideia é essa! Uma missão não é algo tão curto-prazo quanto um objetivo. É de um prazo muito maior. Eis as definições de visão e missão, segundo a Wikipedia:

  • Visão: ressalta o que uma empresa quer ser, ou como ela quer que o mundo no qual ela opera seja. É uma visão de longo-prazo e se concentra no futuro. Pode ser emotiva e é uma fonte de inspiração.
  • Missão: Define o propósito fundamental de uma organização, sucintamente descrevendo por que ela existe e o que ela faz para atingir sua visão.

É desanimador quando escutamos de empresas que deveriam ser referência em inovação e, consequentemente, em dominar os riscos, que “não é possível te ajudar porque temos uma imagem a zelar”. Para mim, proteger o status-quo em prol de uma “imagem que precisa ser zelada” não é inteligência, muito menos é ter um propósito. É medo. E medo não combina com inovação. Ousadia, sim. Que o diga Steve Jobs.

No futuro, gostaria de contar a meus filhos e netos que ajudei diversos times a atingirem uma maturidade e disciplina tamanha que foi possível gerar produtos maravilhosos e provocar mudanças substanciais na nossa realidade. E não que sou ou fui um coordenador ou gerente de projetos e tinha um monte de coisa chata pra fazer.

E você? Qual o futuro que você quer para o mundo onde você vive? Ou para o mercado onde trabalha? Ou para a sua empresa?
Qual o seu propósito?

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